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Constatação Obvia!!!

Phonsekeorema XXIX

Phonsekeorema XXVIII

Phonsekeorema XXVII

Phonsekeorema XXVI

Phonsekeorema XXV

Phonsekeorema XXIV

Phonsekeorema XXIII

Phonsekeorema XXII

Phonsekeorema XXI


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Constatação Obvia!!!


Oi malta, isto por aqui anda parado!!!
A fonte não esgotou, muito pelo contrário, eu é que não tenho tido tempo para escrever, mas fica a promessa de que muito em breve voltarei às lides por estas bandas, até lá...

P.S.: Continuem a portar-se mal, mas sempre com estilo...


Por phonseka: Segunda-feira, Abril 02, 2007

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Phonsekeorema XXIX


Porra, que azar!!!
Pois é, o Phonseka ainda anda cá, no mundo, não tem é sido no mundo da Internet, muito menos no mundo dos blogues, pois não tem havido tempo, ao contrário de trabalho, esse sim, felizmente, ou não, tem havido algum. O outro algum, do outro tempo que não tenho trabalhado, há, o não haver paciência para escrever parvoíces…
Mas pronto, para mal dos vossos pecados voltei, não sei se assiduamente, pelo menos já escrevi algo…
Ora aqui vai uma coisa que me tem atormentado desde pequeno, e acho que isso teve o seu que de culpa no estado a que chegou a meu cérebro.
Venho-vos falar de um assunto que pelo menos uma vez na vida a vossa mãe vos deu o exemplo de alguém que fez alguma coisa que não devia ter feito, para nos assustar, e para nos fazer pensar duas vezes antes de fazermos o quer que nos fosse na cabeça. E começa sempre com algo do género:
"Havia um menino...! Que tinha a tua idade que não comia a sopa, e nunca mais cresceu!!!”…
Tive a pensar no coitado do miúdo, gostava de saber o que é feito dele, como se tem safado agora, por onde tem andado... é que realmente é preciso ser muito azarado. Não é só por não ter crescido, não, porque eu lembro-me de a minha mãe falar muitas vezes no raio do rapaz.
Além de todos os amigos ficarem a saber que ele sujava a tampa da sanita com xixi, e que mijava na cama, o rapaz não se portava bem e não recebia prendas do pai natal. Era um desgraçado, só fazia asneiras e foi para um orfanato. Fazia caretas e a cara dele ficou com a forma dessas caretas. Não se portava em condições nos hipermercados ou no comboio, veio um senhor com um saco e levou-o (ai esta mais um senhor que gostava de saber o que é feito dele). Mentia muito e começou-lhe a crescer pêlos na língua, brincava com o fogo e fazia xixi na cama, não bebia leite e ficou sem dentes, não comia fruta e começou a contrair doenças graves, uma vez não pôs protector solar quando foi para a praia e contraiu um cancro de pele, não estudava e teve que ir trabalhar paras as obras enquanto os amigos gozavam com ele, arranjou umas más companhias e começou a roubar até ser apanhado e ir para uma casa de correcção, experimentou álcool uma vez e agora é bêbedo, experimentou um cigarro uma vez e ficou viciado até querer meter-se na droga e agora anda aí a pedir. Vá lá que o rapaz comia cenouras e ficou com uns olhos bonitos, menos mal…
Mas para maior humilhação, todas as mães do país conhecem o gajo! Pior ainda é que eu fiz tudo aquilo e não me aconteceu nada...!
Porra, há gajos sem sorte...
Phonseka ©


Por phonseka: Segunda-feira, Junho 05, 2006

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Phonsekeorema XXVIII


Aperta aí o Bacalhau
Cá vai mais uma teoria, promovida a Phonsekeorema, desta escrita em 17 de Março de 2005...
Na imbecil teoria de hoje vou-vos revelar mais uma realidade do nosso quotidiano, que de certa forma não se enquadra nos hábitos higiénicos do ser humano actual, e se pensarmos bem, nem nos hábitos dos humanos, sejam lá eles de que tempo foram, mas quem liga a isso?!?
Falo-vos da misteriosa, bacalhauzada… E não falo do fiel amigo, mas sim daquele gesto aparentemente amistoso que apenas algumas pessoas não o fazem diariamente, pessoas essas que são os manetas, ehehehe… Falando de coisas “sérias”, a bacalhauzada é aquele gesto que as pessoas fazem umas às outras normalmente com a mão direita, já que se diz que com a esquerda dá azar... pois.
Estendem-na aberta, com o polegar erecto e agarrando na mão do outro individuo que está a realizar o mesmo gesto e “pimba”, começam a sacudir o braço para cima e para baixo, como se de uma colectiva masturbação masculina se tratasse…
É um gesto como outro qualquer, uma forma de cumprimento acompanhada de um simbolismo que varia desde o “atão pá, tás bom?" até ao “comé que está sôtor!” e ainda pode incluir entre muitos outros um “venham de lá esses ossos” acompanhada com umas castadas nas costas com a outra mão (versão portuguesa).
Enfim, é o típico gesto inventado pela rapaziada máscula que não seria vista nem morta a dar um beijo nem que fosse ao avô, mas gosta de um contacto físico vigoroso aprovado socialmente. Há coisas com tanta lógica testosteronal como a bacalhauzada, que um dia alguém me há-de explicar em que consiste o “apalpar” do material aos amigos com uma murraça seca e inevitavelmente dolorosa para quem recebe esse “cumprimento”, mas pronto, é de macho…
Mas voltando à bacalhauzada, encaro esse, um dos mais badalhocos hábitos no grandioso mundo dos cumprimentos. Não pelo inocente gesto em si, mas pelas bactérias e afins que a mão estendida pode esconder para quem a aperta. Passo a explicar.
Toda a gente sabe que a rapaziada tem o hábito de mijar de pé. Não se sabe porque, mas é assim que as coisas funcionam há vastíssimos séculos. Ora, dado que a genética envolvendo esse acto, não se compadece dessa mania, para não molhar os pés, recorre-se à mão para que o material, que normalmente tem o nosso nome, mas no diminutivo, se eleve e o jacto saia para a frente e não para os sapatos.
Pronto, sendo assim ficaria tudo bem, ou não, mas não fosse a sacudidela…
A sacudidela serve para que o Phonsekinha (agora chamem-lhe como quiserem) fique bem sequinho, não vá ele pingar na cueca, apesar da ultima gota ser sempre lá que cai.
É assim, ele fica sequinho mas, e as mãos? Pois é, na próxima vez que apertarem a mão a um amigo, o simbolismo do gesto seja: “No fim, foi lavada?”, e não limpando o resto das pingas nas costas do colega...
Phonseka ©


Por phonseka: Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

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Phonsekeorema XXVII


Não és Ninguém...

Ando tão afastado das lides bloguistas que nem me apercebi que o blog fez dia 9 de Fevereiro um aninho... Tanta imbecilidade num ano, é obra...
Mas vamos ao que interessa... Mais uma vez promovi um texto meu, desta feita escrito em 27 de Fevereiro do ano passado.
Ninguém: (Do latim Ne(c)quem), tem o significado de nenhuma pessoa, desconhecido…
Nada: (Do latim nata de nulla res nata), tem o significado de não existência, ausência e quantidade, coisa nenhuma, inanidade, ninharia, nonada, bagatela, inutilidade…
E chateado com o amigo disse-lhe: “Não és ninguém…”
Em que o amigo responde: “Pois!!!”
Vamos lá ver uma coisa, ninguém é ninguém, é um desconhecido, algo que não existe. Se é assim, porque raio dizemos em tom de ofensa, ou tentativa disso, que fulano é ninguém?
Se queremos ofender alguém, não podemos expressar uma ofensa dizendo que esse nosso inimigo, essa malévola personagem que ainda à minutos era meu aliado na vida, em tudo, de repente, rouba-nos o action men, o carrinho que até deitava fogo, ou mesmo começou a gostar da miúda que eu também gostava tanto, aquela do 4º ano… é alguém!!!
Não, não e não! Meninos, na guerra não podemos desvendar a nossa parte fraca. Se queremos ofender o nosso ex amigo, roubem-lhe também a miúda, ou façam o que quiserem, mas não lhe digam que ele é alguém…
Pronto, visto isto assim, quase na brincadeira, ninguém é ninguém, por isso não podemos ofender alguém dizendo-lhe “não és ninguém”. Pois, ele é alguém, por isso não pode ver as ofensas proferidas como insulto.
Ninguém, nada, ausência, patavina, nicles, é o significado de coisa alguma, nem podemos falar duma coisa, se o seu significado “não existe”, ele próprio diz peva…
Lá está, até falando assim, do significado de ninguém, temos que dizer que o próprio significado diz… nada.
Nada e ninguém é nada e acabou, digam-me que não sou nada e eu agradeço a tentativa, estúpida, asinina, lerda de me tentar insultar…
Pensemos antes de falar…
Phonseka ©


Por phonseka: Sábado, Fevereiro 11, 2006

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Phonsekeorema XXVI


Os Turk's
Uffa!!!
Cá estou eu de volta. Não vinha cá, literalmente há 15 dias, que vergonha, mas já voltei, li os vossos comentários, tanto no post como no muro das lamentações, desde já agradeço.

Bom, não variando neste Phonsekeorema, desta feita o duo décimo sexto, venho teorizar mais uma imbecilidade, tendo como tema uma ave…
Pois bem, neste Phonsekeorema, venho falar dessa ave, parva, feia, e como se não bastasse ainda imite o som mais absurdo do reino animal, falo-vos como é claro do PERU, vulgo, P’RU…
Ok, a sua carnonga é boa e livre de gorduras, mas não deixa de ser um animal, feio e muito mal encarado…
Já pensei que era o “beto” das aves de capoeira, por ostentar aquela franja, assemelha-se mesmo àqueles “cães de água”, isto é, betos na versão humana, que também insistem em usar essa franja a tapar um dos olhos, enfim…
Bom, mas onde quero chegar mesmo, é a uma ideia que provavelmente poucas pessoas terão chegado a pensar, e passo a explicar…
Ora, cá no sótão anda uma confusãozita em relação ao que andam os ingleses a pensar sobre esta ave…
Já repararam que para os ingleses, os turcos, habitantes da Turquia, afinal são de outro país, país esse chamado Peru?!?
O mais caricato é que os habitantes do Peru, para os ingleses, supostamente vivem na Turquia…
De certo que já entenderam onde quero chegar, mas se peru em inglês se escreve e diz turkey, não é mentira que o país Turquia se escreve e diz também Turkey.
Ora bem, então se Peru em inglês se escreve e diz Turkey, os habitantes do Peru viverão na Turquia, já os turcos, esses, ainda devem andar a tentar perceber de onde são… se da Turkey “Peru” se da Turkey “Turquia”.
Uma coisa é certa, chegou o juízo final para os Turcos que não são da Turquia nem do Peru, são os p’rus, ou como se vulga em inglês, turk’s, as aves, aqueles bichos horrendos, que imitem o som GRLU, GRLU, GRLU (estúpido, não?!?…), pois com esta indecisão, em pertencerem à Turkey Peru, ou à Turquia Turkey, apanharam um refriadito e pimba, andam apanhadinhos da gripe, ainda para mais anda muito prós lados de Turquia Turkey, dai esta minha teoria cientificamente provada.
Agora não sei se este raio de gripe é causada por um resfriado de p’rus turk’s, ou se foram alguns turk’s, ou seja p’rus, que são alérgicos a penas…
Vou pensar nisso, ok?
Phonseka ©


Por phonseka: Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

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Phonsekeorema XXV


Como Apareceu o Pai Natal???
Não sei se já repararam mas o Natal está a acontecer… Já repararam? Ah, ok!!!
Pois bem, neste Phonsekeorema, o Duo Décimo Quinto, venho-vos falar de algo que aconteceu há muito anos… bem, não foi assim há muuuitos, foi há 2005 anos atrás.
Pois bem, há 2000 e 5 anos atrás, lá prós lados de Belém, estavam num belo pasto verdinho, quatro ovelhas, e uma disse:
- Mééééééééé!!!
Outra disse:
- Mééééééééééééééé!!!
E ainda outra disse:
- Miiiiiiiiiii!
As outras três, com cara de parvas disseram:
- Miiiiiiiiiiiii????????
Corrigindo o seu grave erro disse:
- Mééééééé!!!
E as outras exclamaram:
- Ahhhh!!!
A última suspirando diz:
- Mééééé… rda, que já estou farta de dizer Mééééé!!!
Nisto, a ainda outra ovelha avista ao longe um casal de humanos e um burro. Bom não era assim tão longe, eles estavam a passar mesmo ao lado delas, mas como as outras três ovelhas eram miupes não os tinham visto.
Nesse pasto também andava uma vaca, que ao ver o burro lhe pergunta:
- Quem és tu?
Ao que o burro responde:
- Sou um burro, por andar a acartar com as coisas destes humanos às costas, e ainda para mais com este frio, sou um burro, um buuurro…
- Se tens frio, chega-te aqui pró pé da minha palha… (disse a vaca)
- Ui, tanta simpatia… (disse o burro)
- Não é simpatia, é mesmo o espírito que se deve ter nesta altura, afinal, daqui a pouco começa pela primeira vez o Natal… (retorquiu inteligentemente a vaca)
De repente, começa-se a ver uma luz aparecer entre a palha, e sem mais nem menos aparece um bebé na palha…
- Cum caraças!!! (disse o burro)
- Estes humanos são sempre o mesmo, nem pedem nem nada, trazem logo amigos sem pedir!!! (exclamou a vaca)
As quatro ovelhas ao ver o menino aproximaram-se.
- Heia, ontem li no jornal, que isto ia acontecer… (disse a outra ovelha)
- Cala-te, tu não sabes ler. (disse a última ovelha)
Nisto o menino começa a ter frio, e começa a aproximar-se do bafo da vaca e do burro…
- Porra, o miúdo está a aproximar-se para se aquecer no nosso bafo, logo agora que não lavei os dentes. (diz a vaca)
- Ele bem que podia fazer um milagre e fazer uma fogueira, e já agora transformava alguma desta palha em febras… (retorquiu o burro)
- Mas tu não comes carne. (disse a vaca)
- Pois não. Mas que podia fazer isso podia… (diz o burro)
Ouvindo isso uma ovelha diz:
- Tás parvo? Achas que o miúdo faz milagres?
- Deixa-o crescer que vais ver… Vai parecer o David Coperfield… (comentou o burro)
Foi nessa altura que avistaram ao longe, 3 camelos que se acercavam, sobre os quais vinham 3 reis.
- Olha, olha, mais humanos e mais três burros como eu a acartar com eles… (diz o burro, como já devem ter reparado)
- Quem são vocês?! (pergunta a vaca)
- Somos uns camelos que andamos há cinco mil quilómetros atrás de um farol, mas deve ser um avião, porque não o conseguimos apanhar… (disse o camelo do meio)
Nisto vira-se um dos camelos:
- Porra, tou com uma dor de costas… Tenho que ir ver disto, senão ainda fico com bossas!!!
- Achas?! O teu dono é tão magro que não te faz isso… (diz o camelo eu tinha um tuperware o canto da boca, para recolher a baba e dar de sobremesa ao rei…
Os reis chegaram-se ao miúdo e um deles disse:
- Trago ouro para o menino.
A vaca esgazeada disse:
- Ouro!!! Isso é que é…!!!
O 2º rei, abriu um baú e disse:
- Eu trago... incenso, para o menino.
A vaca virou-se para o burro:
- Olha-me este, trás pauzinhos de incenso ao menino… Será que não conhece as normas da União Europeia em relação a brinquedos perigosos para crianças?
O 3º rei, chegou perto do menino e disse:
- Eu trago... Mirra!!!
Nisto, a vaca pôs-se de pé, saca da ponti-mola, e disse:
- MIRRA???!!! MIRRA!?!?!?! MIRRA?!?!?!
Nem um casaquinho!?! Nem um lenço de pano ou umas meias?!? Nem um guizo?!?
Mas que raio queres que uma criança faça com um vaso de mirra????????????
Põe-te andar daqui, e vê lá se voltas todos os anos, nem que seja vestido de Pai Natal e trazes prendas de jeito!!!
TÁS A OUVIR????
E foi assim que apareceu o Pai Natal...
Phonseka ©


Por phonseka: Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

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Phonsekeorema XXIV


O Apêndice Olfativo no Copo
(Agora em Phonsekeorema)
Ufff!!!
Até que enfim posso passar por aqui, ver os vossos blogs e adicionar ao meu mais um texto, embora já escrito há algum tempo, este em 3 de Março deste ano, mas que acho que mais uma vez merece ser denominado de Phonsekeorema.

Ora bem, estava eu um dia a beber um refrigerante amarelo, com umas bolhinhas a subir pelo copo numa animação esfusiante, numa correria até ao cocuruto do copo, amalgamando-se na espuma branca que o cobria, quando dou por mim a fazer uma coisa que se muitos ligassem, e/ou mesmo reparassem, não beberiam de copos alheios.
Olhando para o copo e para essas imensas bolhinhas, começo a reflectir sobre mais uma fastidiosa e inconveniente teoria, se assim se pode chamar…
De que é que estou a falar?
Do horroroso acto de colocar a nossa penca, a nossa máquina de fazer ranho, completamente dentro do copo enquanto bebemos ressarcidos a nossa bela e afável bebida.
Sei que é um acto do nosso quotidiano, e concerteza já reparam nesse acto inestético e pouco asseado, mas…
-“ Olha, desculpa, essa bebida é tua?”
-“É sim…”
-“Dás-me um golinho?”
-“Sim, toma.”
E damos por nós a ver discretamente, onde algures no copo estão as marcas labiais e lambuzadas que o Dono da bebida deixou…
Deparamo-nos com tais marcas, e orgulhosos do nosso acto salutar, viramos o copo para o lado oposto, sabedores que esse lado está casto, e… colocamos os nossos rebordos bocais precisamente onde esse nosso Amigo acabara de colocar o narigão.
Não me considerem um partidário da boa moral e dos bons costumes, até porque também efectuo tal acto, uma vez que não estamos a matutar segundo a segundo o que está para além dos actos normais do nosso dia a dia.
Nem digo que quem beba sedento do copo de outrem, seja imediatamente fulminado por um raio luminoso vindo de onde quer que seja, o chamado raio que o parta. Mas se nos imaginarmos a colocar as nossas beiças na penca do Amigo, mesmo sendo indirectamente, já se fica de pé atrás.
Bom, uma das opções, mesmo não sendo uma opção que não foge nem fica imune a toda esta sordidez, seria beber no local intermédio do “gargalo” do copo, local esse que fica precisamente entre as impressões labiais e o local onde o apêndice olfactivo esteve deposto, o que faz com que não seja assim tão boa ideia…
Já agora, o tal refrigerante amarelinho com tantas bolhinhas simpáticas, que corriam para se misturarem com a cremosa espuma branca, era como obviamente já lá chegaram, a verdadeira “bejeca”…
Phonseka ©


Por phonseka: Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

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Phonsekeorema XXIII


Os Dedos Mindinhos
(Agora em Phonsekeorema)
Ora boas!!!
Decidi neste blog dar uma atenção, bem merecida a alguns textos que escrevi no início do blog, textos esses que não tiveram a "sorte" de se denominarem de Phonsekeoremas. Como acho que alguns desses textos devem, porque merecem voltar a ver a luz do dia, lembrei-me de os reeditar...
Pois bem, acho que já compreenderam esta minha ideia, e sem mais demora aqui vos deixo um desses textos, este escrito em 24 de Fevereiro deste ano...

O dedo mindinho do pé nasceu assim, periférico, acompanhando o conjunto dos restantes dedos. Há quem dê por ele (gostava de conhecer essa pessoa), mas o que é certo é que não consigo ver uma utilidade para esse mal fadado dedo. Quase um rococó, o mindinho fica ali, acompanhando o movimento dos dedos de verdade, mas sem qualquer funcionalidade.
Muito já se falou sobre o futuro do mindinho, tratado assim no diminutivo mais por desprezo que por carinho.
Devem-se estar a perguntar, porquê o dedo mindinho do pé. Porque o primo mindinho do dedo mindinho que falo, o dedo mindinho da mão, já tem a nojenta e vergonhosa função para alguns portugueses, e atenção que falo daqueles verdadeiros “com pedigree”, aqueles que o utilizam para envergar na sua extremidade um verdadeiro “canivete português multifunções”, para a sua higiene pessoal e não só. Podem até utilizá-lo como arma branca, ou mesmo simplesmente como objecto de estatuto social.
Há algumas tribos que colocam uma argola nas beiças, argolas essas que quanto maior, maior o seu estatuto e/ou mesmo religiões, como os judeus, que deixam aquelas, também magnificas tranças mescladas com umas farfalhudas barbas semelhantes a um ser mítico que veste um fato vermelho e é barrigudo. Pois bem, os nossos portugueses, não querendo ficar atrás, escolheram deixar crescer uma verdadeira obra de arte, inútil, que não se enquadra minimamente dentro dos padrões convencionais de beleza, a UNHACA…
Normalmente, esses seres, estão providos de outros acessórios que deixam transparecer facilmente a identificação dos utilizadores desse “canivete português multifunções”, como são a pulseira de ouro, o relógio em metal 5 números acima, a camisa aberta para deixar refulgir o “esquilo” que trazem agarrado ao peito, abrilhantado com o belo do fio também ele de ouro, entre outros… Mas voltando aos dedos, que destes personagens falarei numa próxima oportunidade, o nosso dedo mindinho do pé, aquele que só lhe consigo vislumbrar uma utilidade, está fadado ao esquecimento, ao desmembramento até. Esse apêndice reboludo, pequeno, que nem espaço tem para uma unhazinha, está ali confinado num canto do pé, muitas das vezes subjugado, amassado se quiserem, pelos outros dedos, esses sim com alguma finalidade. O dedo mindinho do pé, à semelhança de muitas características em nós, que nos ligavam aos nossos longínquos antepassados, estão a desaparecer ou já desapareceram.
Eu sou da opinião que este nosso trivial, banal, corriqueiro, insignificante dedo mindinho do pé fosse também colocado na lista de órgãos a serem dispensados à nascença…
Sei que estou a ser muito extremista, mas para quê ter uma coisa que não nos serve de nada? É que este nosso dedo mindinho do pé, nem sequer tem corpo para ter "bedum" como diria a minha avó…
Bom, agora que estou a terminar, devem estar à espera que eu diga afinal onde é que vislumbro o raio da utilidade para este dedo mindinho do pé. Pois é, já me esqueci. Seria uma utilidade à sua imagem, trivial, banal, corriqueiro, insignificante…
Phonseka ©


Por phonseka: Terça-feira, Dezembro 06, 2005

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Phonsekeorema XXII


A Letra H
Há coisas que foram feitas para não serem pronunciadas, e uma delas é a letra “H”…
Esta é sem dúvida, uma das letras que mais polémica provoca.
Esta letra, é completamente esquecida quando se lê, portanto, há muita gente que faz jus à leitura e não se lembra dela quando escreve, mas não admira, o “H” é uma letra muda, transparente, olvidada…
O “H”, deve ser a única letra onde escrevendo-a, ela própria não é utilizada. “Agá”, que é feito do ”H”?
Pois é, venho neste Phonsekeorema, o Duo Décimo Segundo, expor o desprezo que se dá a esta letra.
Todos nós – espero eu –, quando estamos a falar, não pensamos nas letras que vamos empregar nessa palavra, mas de certeza que se houver algum tolinho que pense, dificilmente pensa no “H”…
Um dos locais em que essa palavra é mais mal empregue é no “há” do verbo existir, sendo escrita apenas “à”, o que numa frase, esse simples esquecimento mudará o sentido dessa mesma frase…
A única vez que se dá pelo “H”, é quando esta se une com outras letras como o “L” ou o “C”, mas mesmo assim, continua muda, emitindo apenas um ruído parecido ao de uma televisão mal sintonizada, um som tipo, XEEEEEEEEE!!! E entre outras letras, como no caso da letra “N”, que faz um som estranho que não consigo descrever…
Há coisas e coisas que começam o seu nome pela letra “H”, como é o caso das Hienas, elas são assim parvas, e estão sempre a rir, porque são parvas, lá está, estas não têm nada a ver com o nome começar por “H”, são parvas e pronto. Passemos a outro animal, os Hipopótamos. Os hipopótamos, apenas pelo facto de começarem o seu nome pela letra “H”, tiveram que aprender a nadar…
Isso mesmo, a nadar, porque como têm o nome começado por uma letra muda, eles também não conseguiam pedir por socorro quando se estavam a afogar, pois também eram mudos. Mas com a adaptação da espécie a esses afogamentos, os Hipopótamos começaram a aprender a nadar, e isto tudo porque o seu nome começa por “H”.
E esta hein?!? Nem Darwin...
Saindo agora um pouco da língua portuguesa, o “H”, é em alguns países, substituído por um “TIL”. No caso de Espanha, o próprio nome do país, é escrito com o “TIL”, España…
Meus amigos, uma coisa temos que louvar na língua portuguesa, – para além de ser bem mais bonita que a espanhola –, é que não descartamos a letra "H".
Será que para eles o problema do “H” antes do “À”, do verbo existir escreve, “TIL Á”?
- Ah e tal, til á hipopótamos que não sabem nadar…
Ao escreverem “TIL” antes do “Á” já se sabe que se tratava de um “Á” com “H”…
Ou não será assim?

Bom, agora que acabei de escrever este Phonsekeorema, e depois de o ler, acho que era melhor estar quietinho, mas sem “H” e sem nexo algum…
Phonseka ©


Por phonseka: Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

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Phonsekeorema XXI


Shake, shake, shake...
Vou desde já que avisar que neste Phonsekeorema, vou abordar um assunto sério em particular, mas que é apenas um exemplo dos muitos gestos que temos no quotidiano.
Todos os dias realizamos pequenos gestos que nos passam desapercebidos, mas somando esses gestos, vemos que perdemos parte da nossa vida a fazer esses gestos.
Esses gestos são automáticos, inatos portanto. Mas a sociedade acabou por nos incutir outros gestos, e na infinidade desses gestos do nosso quotidiano, venho com este Phonsekeorema abordar o acto de abanar o pacote de açúcar, que sim, é um acto agora inato, mas que foi inculcado pela sociedade…
Pois bem, quantos de nós, ao tomar-mos a bela da bica, não abanamos o pacote de açúcar para que ele fique apenas de um lado do pacote?
Ora, só neste gesto perdemos, em média 3 segundos, os mais rápidos, imaginem os mais lentos. Mas tendo como padrão esses 3 segundos, e se por acaso tomarmos 3 cafés por dia, ao fim e um ano teremos 3285 segundos gastos, ou seja, são cerca de 55 minutos por ano gastos, a abanar pacotes de açúcar.
Isto se tivermos em conta que o padrão que aqui descrevi, pois nem quero imaginar o tempo gasto a abanar pacotes de açúcar, se contar com os pacotes de açúcar dos galões, e do simples copo de leite, já que esses normalmente trazem dois pacotes, o que daria o dobro do tempo… e os que tomam mais de três cafés por dia? Ui…
Portanto, fazendo as contas, e espero não me enganar, eu que tenho 27 anos, e já devo tomar café sensivelmente desde os meus 16 anos, já gastei cerca de 605 minutos, o que perfaz sensivelmente 10 horas a abanar pacotes de açúcar, só na bica…
Agora aqueles mais levianos devem estar a pensar, se fossem outros pacotes… Mas isso seriam outras contas…
Se estamos numa sociedade de consumo imediato, em que se vende pão de forma já fatiado, porque não vender pacotes de açúcar já abanados? Não seria má ideia, poupávamos tempo...
Digo eu…
Phonseka ©


Por phonseka: Sábado, Novembro 26, 2005

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